Domingo, Maio 11, 2008

Para ler e refletir

Lula: "Chávez es el mejor presidente que tuvo Venezuela en los últimos cien años"
El mandatario lo afirmó en una entrevista publicada en Alemania; en junio ambos se reunirán para tratar temas energéticos
Sábado 10 de mayo de 2008 10:31 (hace 14 horas 3 minutos)

HAMBURGO (dpa) - El presidente de Brasil, Inacio Lula da Silva, elogió en una entrevista publicada hoy en Alemania a su par venezolano, Hugo Chávez, a quien calificó de "mejor presidente que ha tenido Venezuela en los últimos cien años".

"Las victorias de Hugo Chávez, Evo Morales en Bolivia y de otros, como Fernando Lugo en Paraguay, son señales de avance democrático", dijo Lula sobre la nueva balanza de poder en América latina en una entrevista que difunde el semanario Der Spiegel.

"Sin duda, Chávez es el mejor presidente que ha tenido Venezuela en los últimos cien años. Y aún así no ejerce ni remotamente la influencia que se le atribuye. Europa no necesita tener miedo a la izquierda en América latina", sostuvo Lula en la antesala de la Cumbre de América Latina, la Unión Europea y el Caribe.

Lula comparó la izquierda latinoamericana con los movimientos de izquierda en Europa en los años 20 y 30 del siglo pasado.

"Este continente fue agitado por dictaduras militares. Hace 20 años había guerrillas activas en muchos países. Hoy estamos todos de acuerdo, con excepción de las FARC en Colombia, de que las elecciones son el único camino legítimo hacia el poder", sostuvo.

En otro orden, el mandatario brasileño se manifestó dispuesto a mediar en el conflicto desatado en Bolivia con fuerzas secesionistas en la provincia de Santa Cruz.

"Brasil ha fundado junto con Argentina y Colombia un grupo de países amigos para ayudar a Bolivia. Si el compañero Evo está dispuesto a negociar, haremos de intermediarios", se ofreció.

El admirador confeso del líder cubano Fidel Castro expresó asimismo respeto por las reformas económicas anunciadas por el presidente y hermano de Fidel, Raúl Castro. "Lo queremos ayudar. Expertos agrícolas brasileños sembrarán en Cuba 20.000 hectáreas de soja. Será la primera plantación de este tipo en la isla".

http://www.lanacion.com.ar/exterior/nota.asp?nota_id=1011357&pid=4415399&toi=5828

Quarta-feira, Abril 30, 2008

Muito bem, Puma!



Quarta-feira, Abril 23, 2008

Gauchão: querem mudar a fórmula!

A idéia é organizá-lo como o Estadual do Rio. Discordo. Detesto a fórmula carioca, para turista ver.

Tenho outra idéia. Segundo a CBF, os Estaduais possuem 23 datas para si. Hoje, usamos apenas 20, e o carioca, 21. Além disso, quem não se classifica para as Finais, faz apenas 14 jogos (15, no RJ). Portanto, há espaço de sobra para colocar nossos times para jogar, de forma a agradar todos os interesses.

Minha sugestão:

O Gauchão se manteria com os atuais 16 clubes. Seria disputado em turno único, mais uma rodada de clássicos. Quem fizer mais pontos leva. Seriam 16 datas (duas a mais que fase regular do Estadual) e haveria dois Gre-Nal garantidos. Todos os clubes do Interior receberiam um jogo contra um da Dupla e fariam oito jogos em casa. Sugiro que os clássicos sejam realizados na 4ª e na 13ª rodadas, para não correr o risco de eles valerem nada para o campeonato.

Como seria essa rodada de clássicos? Simples, as equipes seriam divididas em duplas de acordo com rivalidade e/ou localização geográfica. E essa divisão determinaria a rodada de clássicos.

EXEMPLO, caso tivesse sido adotada a fórmula nesse campeonato de 2008:

S.C. Internacional-Grêmio
Juventude-Caxias
Esportivo-Veranópolis
São José-Ulbra
Novo Hamburgo-15 de Novembro
Brasil-Guarany
Sapucaiense-Santa Cruz
E.C. Internacional-São Luiz

Tal divisão, ainda, determinaria o mando das equipes nos confrontos, pois nenhum clube poderia mandar ou visitar ambos os jogos contra equipes que disputam um mesmo clássico. Assim, quem recebe o Internacional visita o Grêmio; e a sua dupla faz o caminho inverso.

As datas, caso confirme-se a organização do calendário 2009 nos mesmos moldes deste ano seriam: 14-15/1(m), 17-18/1(f), 24-25/1(f), 31/1-1/2(f), 4-5/2(m), 7-8/2(f), 18-19/2(m), 28/2-1/3(f), 7-8/3(f), 11-12/3(m), 14-15/3(f), 25-26/3(m), 4-5/4(f), 11-12/4(f), 18-19/4(f) e 25-26/4(f). Sendo que "m" é meio-de-semana (quarta e quinta-feira) e "f" é fim-de-semana (sábado e domingo). Os clássicos seriam, pois, em 31/1 e 1/2 (4ª rodada) e 4/4 e 5/4 (13ª rodada).

Ainda sobrariam 7 datas. Estas, então, seriam destinadas à Copa Rio Grande. Se faltava a emoção dos playoffs, agora não falta mais. A Copa seria disputada simultaneamente ao Estadual, pelas mesmas 16 equipes. Os confrontos seram em mata-mata, em ida-e-volta até a semifinal. A final seria em jogo único, no último domingo, após encerrado o Estadual. As chaves seriam definidas pela colocação dos times no campeonato anterior.

EXEMPLO, caso fosse adotada a fórmula na próxima temporada:

S.C. Internacional x (2º colocado da Segundona) 16º
Ulbra x São Luiz

Caxias x Brasil 13º
Grêmio x Novo Hamburgo 12º


Juventude x (1º colocado da Segundona) 15º
São José x Esportivo 10º

E.C. Internacional x Santa Cruz 14º
Sapucaiense x Veranópolis 11º

As datas seriam em: oitavas-de-finais, 21-22/1(m) e 28-29/1(m); quartas-de-finais, 14-15/2(f) e 21-22/2 (f); semifinais, 21-22/3(f) e 28-29/3(f); e final, 3/5(domingo).

Assim, teríamos pontos-corridos, clássicos e final! Além disso, os clubes pequenos teriam dobradas suas chances de serem campeões e fariam, no mínimo, quatro partidas a mais do que hoje, quando não se classicam para as finais. Para completar, seria mais uma competição para vender os direitos de transmissão e arrancar uma verba das TV.

Sinceramente, não vejo lado ruim nenhum nessa proposta.

Segunda-feira, Abril 21, 2008

O Caso Isabella

Eu sou uma das pessoas que menos viu algo sobre o caso. Eu fujo do assunto sempre que possível. Mas, mesmo assim, não pude deixar de perceber o exagero tanto na reação quanto na cobertura do assassinato da guria paulistana Isabella. Aliás, é sobre isso mesmo que gostaria de falar. O que ocorre é sinal da patologia que sofre a própria sociedade brasileira: desagregada, sem identidade, inconsciente de valores.

Há no Brasil assuntos muito mais importantes que o assassinato de uma criança em São Paulo. O país é maior que a Isabella. Entretanto, há (muitas) pessoas que estão a dedicar-se exclusivamente ao caso, importunando quem tem a obrigação de trabalhar (polícia, Ministério Público, advogados) e pressionando a família dos SUSPEITOS (sequer foram acusados, ainda), tranformando a vida deles em um inferno. Mas, vem cá, é necessário? Não seria suficiente para os avós perderem a neta e terem seu filho como principal suspeito. Essas pessoas que rondam o prédio dos avós e do pai de Isabella não tem outros afazeres? Não há nada mais importante para preocuparem-se?!

Tudo o que se deveria saber sobre o caso esgotou-se no primeiro dia. Só se poderia voltar a ter notícia quando houvesse a apresentação de denúncia ao MP. Além do mais, trata-se de um fenômeno local, por mais que São Paulo seja, de fato, a capital do Brasil.

Além disso, casos assim, ocorrem com freqüência maior do que a tolerável nas camadas mais baixas da população e NINGUÉM dá a menor pelota. O crime sofrido por Isabella é bárbaro, mas como ocorreu no seio da classe média, tornou-se hediondo. Entre os bárbados, leia-se os pobres, considera-se "natural". E por ser "natural", não interessa.

Definitivamente, o Brasil está doente...

Quinta-feira, Abril 17, 2008

O ALTO CUSTO DE UMA APOSTA DESNECESSÁRIA

A temporada 2008 começara interessante. Aquela geração "Aflitos" havia, enfim, encerrado sua era. Uma era de excelentes resultados: um título da Série "B"; um bi-campeonato gaúcho; um 3º e um 6º lugar na Série "A"; e um vice-campeonato da Libertadores. No seu lugar, havia um time com um futuro pela frente, de atletas, treinador e mentalidade novos. Na casamata, após quase três anos, não estaria Mano Menezes, mas, como esse, outro treinador jovem, cheio de vontade de vencer. Chegava à Azenha, Vagner Mancini.

O ano iniciava com um time em construção. Era natural que a equipe começasse alternando bons e maus momentos, e que os resultados iniciais não correspondessem à grandeza do clube. Se as atuações foram, de fato, inconstantes, o mesmo não se poderia dizer dos resultados. Mancini, nas seis primeiras partidas, ganhou 4 jogos e empatou 2; era líder do Grupo no Estadual e encaminhara classificação na Copa do Brasil. Demonstrava sua vocação para armar equipes ofensivas, que tinham gosto em ter a posse de bola. Era um novo Grêmio que aparecia e, aos poucos, começava a tomar corpo.

Contudo, inesperadamente, Mancini foi demitido. E saiu, porque a própria direção não acreditou na reconstrução. Queria vencer já, agora. Não podia esperar. Trouxe, então, Celso Roth. Um treinador famoso por tirar equipes de crise, armar times competitivos rapidamente e, com igual rapidez, esgotar as energias de seus jogadores. Entretanto, não era essa a necessidade do clube! Afinal, não havia crise e os resultados eram bons. A desculpa para a troca era evitar uma crise que viria.

Como se vê, houve a troca, e a crise - mesmo assim - veio! Nenhuma surpresa, pois foi a própria direção do Grêmio que se colocou na obrigação de vencer. Com Mancini, uma eliminação precoce seria equivalente a que o Mano sofreu na Copa do Brasil em 2006; ruim, chata, mas que não colocaria a equipe em crise. Faria parte do próprio – e difícil – processo de reconstrução. Agora, essa derrota para o Juventude virou um retumbante fracasso, cuja alta conta o Grêmio se vê obrigado a pagar. A direção do Grêmio recebe a crise que pediu. Só não me venham dizer que foi por falta de aviso...
Texto escrito em 6/4/2008.

Segunda-feira, Março 17, 2008

E isto que é apenas UM dos impostos...

Está no Zero Hora de hoje:

Classe média paga IR mais alto da América do Sul
Outros impostos salgados estão na Argentina, Colômbia, Peru e Bolívia

A classe média brasileira é a que mais paga imposto sobre a renda entre os países da América do Sul. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Ernst & Young, com base na comparação do valor salarial a partir do qual o cidadão brasileiro começa a pagar a alíquota máxima aplicada pela Receita Federal, de 27,5%. Foram pesquisados os salários equivalentes a R$ 2.743,25 em sete países, além do Brasil.

— O objetivo do estudo foi avaliar o peso da alíquota máxima, de 27,5%, sobre o cidadão de classe média que vive com um salário na casa de R$ 3 mil. Outros países possuem alíquotas máximas até superiores à nossa, mas elas incidem sobre a renda dos cidadãos mais ricos — explica Frederico Good God, gerente sênior da área de consultoria tributária da Ernst & Young.

Dessa maneira, enquanto uma pessoa que recebe R$ 2.743,25 no Brasil repassa 27,5% de seu salário para o governo, quem recebe quantia equivalente na Colômbia paga 19%. A diferença é ainda maior em relação a países como Peru (onde quem recebe salário equivalente paga 15%) e Bolívia (13%).

A maior discrepância encontra-se na comparação com o Chile, onde quem ganha salário equivalente desembolsa 5% - sendo a alíquota máxima de 40% -, e com a Venezuela, onde esse mesmo cidadão se enquadraria na faixa de isenção. O país que mais se aproxima da realidade tributária brasileira é a Argentina, com uma alíquota de 27% sobre essa faixa salarial - embora a alíquota máxima seja de 35%.

Sexta-feira, Março 07, 2008

Auto-flauta de Altíssima Qualidade

Episódio do Programa argentino "Televisão Registrada":



Eu não achei-o sem as legendas.

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

A Verdadeira Reforma Agrária

Aos 10 de fevereiro deste ano, o jornal Zero Hora publicou uma reportagem polêmica: "O Sumiço da Terra Improdutiva". Tal matéria aponta que desde 2003 o INCRA não realiza desapropriações por improdutividade em estâncias gaúchas. Relata também que o Ministério do Desenvolvimento Agrário, criado para o fim específico da Reforma Agrária, quer modificar os índices de produtividade exigidos para evitar desapropriações.

Há muita queixas de que os produtores rurais preocupam-se mais com "status" do que com o cumprimento da função social de suas propriedades e que os baixos índices favoreçam essa postura. Bobagem. Claro que há aqueles produtores que ostentam riqueza sem ter um tostão; viajam e compram carro com dinheiro emprestado, contando com o sucesso da colheita. Quando o tempo ajuda, é uma beleza. Colhe-se a safra, vende-se e paga-se a dívida. Com o novo empréstimo, troca-se de auto e viaja-se outra vez. Quando não dá certo, eles se arrebentam; merecidamente. Depois, valhem-se do Judiciário para empurrar as dívidas adiante e retirar novos empréstimos. Isso é uma farra inconseqüente, questão de mentalidade de alguns. Essa imagem, claro, macula o produtor rural, mas não são todos, sequer maioria, que praticam tal expediente. Expediente que deve ser combatido, mas através de uma política de cobrança judical eficiente da dívida, não de reforma agrária ou subsídio agrícola.

O que ninguém considera nesse debate sobre reforma agrária é o fato de que a vida - e o trabalho - no campo é uma vida, em verdade, totalmente desgraçada. Aposta-se tudo em algo que não se controla; o tempo (clima). Para se ter uma terra auto-sustentável, é necessário ganhar na proporção, pois o custo é alto e o ganho é baixo. Para valer a pena, é necessário que a produção seja alta, pois há a obrigação de compensar os inevitáveis anos de perda (que não são poucos). Em um regime de agricultura familiar, isso é totalmente impossível. Nesse caso, alguém que faz tudo certo - não despediça um real, não ostenta luxos -, colhe, vende, paga as contas, reinveste na terra e só. Não há praticamente lucro líquido. Assim, quando o resultado é insatisfatório, o resultado é fome (!); não o choro de crocodilo do imbecil esbanjador citado anteriormente. O resultado é desolação, pobreza e desesperança. E esse acaba por ser o resultado de uma reforma agrária que enfrenta o inimigo errado, isto é, da nossa idéia de reforma agrária.

O correto seria, em realidade, lutar por uma reforma urbana. Tem que se tirar as pessoas do campo. A miséria rural é muito pior e mais cruel que a urbana. Quem conhece acampamentos e assentamentos de sem-terra, sabe a condição precária e dura desses verdadeiros favelados rurais. O caminho é migrar essas pessoas para os pequenos e médios municípios. Qualificar essa mão-de-obra, criando empreendedores e empregados em área de serviço e teconologia. Deve-se permitir que a terra seja cultivada ou utilizada em proporções maiores, com menos produtores e maior resultado. Quem quer a terra para bonito, com certeza, perderá. Como já perde hoje, ostentando falsidades. Principalmente, se vir, efetivamente, a ficar sem a terra em caso de inadimplemento.

Tal reforma traria progresso tanto para o campo quanto para as cidades. Essa foi a reforma agrária praticada pelos europeus, com a diferença que eles mandaram os sem-terra para outros países. Nós temos área e cidade de sobra para abraçar os nossos.

Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008

O "Macaco" no Maior Clássico do Sul do País

Os torcedores do Internacional são conhecidos como os "Macacos" pelos adeptos do Grêmio. Muito discute-se, neste mundo politicamente correto, se isso é racismo; seja explícito ou velado. Creio que não. Podem dizer que digo isso por ser gremistas. Contudo, o ramo da família de minha mãe são todos vermelhos e, pois, sou filho de "macaco" e vivo bem com isso. Sinceramente, não vejo diferença no apelido aos consagrados "Gallina", do River; "Bostero" do Boca; "Porco" do Palmeiras; e "Manya(Mierda)", do Peñarol; por exemplo. Claro que a origem do apelido é pejorativa, mas de todos esses outros citados também o são. O "Macaco" possuía conotação "racial"; não, mais.

Creio que tal apelido só tenha ganho força, mesmo, na década de 1940. Isso, apesar de o Internacional, já a partir dos anos '20, passar a aceitar negros e mulatos no time. Ninguém sabe ao certo quando surgiu e quando se consolidou tal alcunha, mas tenha a intuição de que ela está atrelada à supremacia Colorada no futebol gaúcho com o início do profissionalismo "à vera". Imagino que o apelido tenha vindo juntamente com o histórico "Rolo Compressor", os títulos do Internacional e o epíteto "Clube do Povo". Tudo isso ocorreu ao mesmo tempo em que o futebol se consolidou como o "passatempo das massas" no país; e o Rio Grande não foi exceção. O Inter era o melhor time e contava, em seus quadros, com jogadores "mulatos" e "negros" (o Grêmio, mesmo, não chegava a ser totalmente de "brancos", pois aceitava "bugres" e "índios", como Lara). Ora, como a camada mais pobre do povo sempre foi formada, em sua maioria, por descendentes de escravos, a identificação entre ela e o clube foi imediata; e o apelo emocional do "nós podemos vencer" foi tão forte quanto evidente.

Provavelmente, alguns gremistas racistas e recalcados (obviamente que não eram, não são e nunca serão todos; sequer, maioria) tascaram o apelido de "macaco" aos torcedores do Internacional como forma de desforra pelas incessantes derrotas que o Colorado lhes proporcionava. Entretanto, tal apelido ignorou e mascarou um pequeno, porém presente, grupo de torcedores do Grêmio das camadas mais pobres e, quase como via de regra, de "negros" e "mulatos"; a começar pelo próprio torcedor-símbolo do clube: Lupicínio Rodrigues. Aliás, Lúpi (Lupe) teria se tornado gremista por um episódio envolvendo o clube do seu pai - apenas de "mulatos" (para ver como eram as sutilezas da época) - cuja inscrição na Federação foi vetada pelo Internacional, que sequer dignou-se, posteriormente, a ceder jogadores para a disputa de um amistoso contra esse time. Teria sido um ato de racismo por parte do Internacional? O que sei é que, por esse fato, os membros e torcedores do Rio-Grandense passaram a torcer pelo Grêmio, em represália. Portanto, da mesma forma em que havia "brancos" colorados, também havia "negros" e "mulatos" gremistas quando surgiu o "macaco" no futebol gaúcho.

Para afastar a conotação racial do "macaco", pesa o fato de o Grêmio romper a barreira contra "negros" (há relatos de que "mulatos claros", tipo Barack Obama, Lewis Hamilton ou Tiger Woods, já jogavam no clube) com a chegada do Tesourinha, em 1953. E, a partir de 56, com uma sucessão de timaços que lhe rendeu a hegemonia estadual por 13 anos, o Grêmio conseguiu tornar-se tão "popular" quanto o Inter e também conquistar muitos adeptos nas camadas mais pobres (conseqüentemente, entre "negros" e "mulatos"). Assim, já na década de '50, os dois clubes passaram a disputar cada coração, de cada torcedor, de cada família, de cada credo, de cada faixa social, de cada cor de pele, sem qualquer distinção possível. Desde aí, o estigma de "macaco" perdera todo o sentido. Se os torcedores do Internacional não eram mais "negros" que os do Grêmio, e se os jogadores do Grêmio não eram mais "brancos" que os do Colorado, então, por que eles são os "macacos"? Não há resposta para essa pergunta dentro de um contexto "racial". O "macaco" continuava lá, mas sem qualquer relação com sua raison-d'être inicial.

Hoje, um gremista considerado "negro" por algum critério pseudo-científico-cultural qualquer estabelecido pelo nosso "Ministério da Igualdade Racial" não é "macaco"; em compensação, um colorado albino o é. O que diferencia não é a cor da pele, mas da camisa! Futebolisticamente falando, na relação entre Grêmio e Internacional, "macacos" são VERMELHOS. Prova disso? Os próprios colorados gritam: "Ah! Eu sou macaco!". A Camisa 12, organizada do clube, tem um bandeirão com um gorila colorado. Há uma outra organizada chamada MA.CA.CO.. E os gremistas são racistas, quando os chamam de "macacos"?! Há um hialino exagero histérico nisso. Não há racismo no "macaco". Não pode haver; pelo menos, não em regra. Pode haver no caso particular - inclusive, no caso do colorado que não aceita o apelido por ser coisa de "negro" -, jamais de forma geral; o que já invalida a tese de racismo no apelido em si.

Tal transformação ocorreu já nas décadas de 50/60, mas como estamos numa época politicamente correta e de revisionismos forçados, a tese de racismo voltou com força. É tão ridículo quanto achar que o Grêmio é um clube fascista e o Inter é um clube comunista. Não faz qualquer sentido, mas tem gente que acredita.

Terça-feira, Janeiro 29, 2008

Do Porquê da União entre ETA e Al Qaeda

Santiago de Compostela: O apóstolo "Matamoros" contra o Politicamente Correto
por Luís Afonso Assumpção


Retirado de Nadando Contra a Maré Vermelha




Há duas semanas, fui até Santiago de Compostela, na região da Galiza (ou Galícia), na Espanha. Não, não fui em peregrinação, como virou moda entre os brasileiros (já são o terceiro contingente de peregrinos – mas isso tudo é culpa do Paulo Coelho, que transformou uma jornada de fé, tais como as peregrinações à Fátima por exemplo, em assunto da moda na onda esotérica neo-pagã atual), fui até lá por meio de aluguel de carro de algum provedor "low-cost" (o que significa enormes anúncios comerciais em ambas as portas dianteiras da viatura – é assim que se chama automóvel em Portugal). Nada mais prosaico.

Bueno, quando cruzamos o rio Minho (Miño) já avistamos alguns sintomas do que vamos encontrar: a placa "Bienvenidos a España" está com o "España" riscado e trocado por um "Galiza" em grafite.

Sim, a região da Galiza (Galicia, em espanhol) é mais uma daquelas que reinvindica independência da España.

Mas vamos em frente. Chegando à bela – mas descuidada - Catedral de Santiago fiquei impressionado com suas dimensões, com os peregrinos que chegavam às suas sete portas, com a arquitetura e com sua história. Aprendi que o apóstolo Tiago a que se refere é a Tiago Maior. Não a Tiago Menor, que seria o irmão de Jesus. Tiago , o nome, vem da modificação do nome original Yacob. Nas paredes da Catedral muitas referências à Jacobo, o nome latinizado de Yacob. Bem como Iago, outra variação latina. Esta, com o tratamento "Sant" à frente, tornou "Santiago" conhecido em todo o mundo latino. Para os franceses é Saint-Jacques e para os ingleses, Saint James.

Conta a história (ou lenda) que o apóstolo vagou a pregar pela Europa depois da morte de Jesus. Chegou até a região conhecida com "Finis Terrae" (o fim ocidental da Europa, na Galiza). Em Jerusalém, Maria, muito enferma, pede aos anjos que chame aos apóstolos pois sente que morte iminente. Sua imagem aparece à Santiago sobre uma coluna (no local que se tornou famoso, na Basílica de Nossa Senhora do Pilar, em Saragoça); Santiago volta a Jerusalém; Maria morre; Santiago é preso e decapitado por Herodes por volta de 44 DC.; Seus seguidores transladam seu corpo pelo Mediterrâneo de volta à "Finis Terrae"; Muitos anos depois, rumores de estranhas aparições e acontecimentos são reportados na região; A tumba do apóstolo é encontrada; A catedral é construída; Começam as peregrinações - especialmente da França - até Compostela, assim o mais famoso "Caminho de Santiago" é formado (Paris-Compostela).

Mas um capítulo especial da história de Santiago merece a atenção: é a transformação de Santiago em "Santiago Matamoros".

Durante a invasão dos mouros ao sul da Espanha, Santiago aparece para o Rei de Castela, entre outros, orientando-o a livrarem a Espanha do jugo mouro. Suas aparições prosseguem antevendo vitórias improváveis aos católicos, como a retomada de Coimbra. Em pouco tempo "Santiago Matamoros" é alçado à símbolo, tanto da Reconquista, como da união espanhola.

Pois, estava eu no interior da Catedral quando me deparo com a famosa representação do apóstolo "Matamoros" semi-coberta: os mouros, aos quais Santiago combate sobre seu cavalo, estavam cobertos por rosas. De volta ao hotel havia um cartão com a foto da imagem original.Teria Compostela se tornado mais uma vítima da patrulha politicamente correta?

Descobri muito mais coisas nisso.

Pelos jornais locais é possível entender a situação de uma perspectiva mais abrangente. O apóstolo guerreiro, o "matamoros" não é só incoveniente por ser abertamente anti-islâmico e portanto, suscetível a "ferir as suscetibilidades de outras religiões"- conforme declarações da comissão que administra a Catedral de Santiago . É incoveniente pois é o patrono da união espanhola propiciada pela Reconquista, coisa que os nacionalistas de todos os cantos da Espanha abominam.

Os nacionalistas andaluzes, aliados dos próprios galegos pregam que seja retirada a espada de Santiago. Que a figura do Matamoros seja esquecida.

E esta visão não é moderna não. Há muito que as demonstrações nacionalistas de galegos, andaluzes, catalães e – principalmente – de bascos pregam a independência da Espanha. E para isso a destituição do patrono "Matamoros" é uma necessidade. E uma revisão da "Reconquista" pois, segundo eles, "nada havia para ser reconquistado".

Nesta perspectiva, fica claro por quê os terroristas bascos do ETA juntaram seus esforços à Al-Qaeda: a luta é a mesma, pois a vitória do nacionalismo só pode ser feita às custas do catolicismo e seu símbolo maior, Santiago, que é também o maior símbolo de união nacional.

Até mesmo os setores "progressistas" da Igreja Católica sucumbiram a isto. Há alguns anos, muitos rumores davam conta que a imagem histórica de Santiago "Matamoros" seria retirada da Catedral de Santiago. Depois de muitos desmentidos, chegaram à uma solução salomônica: não retirararam, enfim, a imagem da Catedral, mas escondem com flores os mouros aos quais Santiago combate. Vejam as imagens acima. À direita, a imagem tradicional, à esquerda a imagem atual. O ataque politicamente correto contra o apóstole, conjugado com a promoção de uma vertente esotérica do culto aos caminhos de Santiago querem transformar um símbolo cristão e de união espanhola em seu inverso.

Santiago e sua história têm uma relevância especial para o mundo de hoje. Mas esqueça d'O Diário de Um Mago. É do velho "Matamoros" que precisamos!

Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

2008=2006?

Vou aprofundar essa questão na próxima terça no BloGreNal, mas aproveito para adiantar por aqui.

Este ano, futebolisticamente falando, parece-se muito com 2006. O Grêmio, após um ano muito difícil, começa a temporada cheio de incertezas, com um time remontado, repleto de jogadores novos e de qualidade duvidosa. Já o rival, chega com o time pronto e entrosado - um dos melhores do país, inclusive com peças de reposição à altura.

O co-irmão, este ano, assim como em 2006, é favoritaço para levar TODOS os canecos que disputa. Já do Grêmio, ninguém espera mais nada que muita dedicação, entrega, luta e derrotas dignas.

O Internacional confirmou o que se esperava dele em 2006 (foi vice-campeão brasileiro e foi campeão da América e do Mundo). Já o Grêmio superou as expectativas (foi campeão gaúcho e 3º no Brasileiro), apesar do fracasso na Copa do Brasil.

Se este ano repetir 2006, é bem capaz de termos os dois times na Libertadores em 2009, além de ambos terminarem a temporada com, pelo menos, um título para comemorar. O que não deixa de ser um alento para este pobre coração tricolor.

Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

Fonte de Inspiração

Na Dupla Gre-Nal, um não vive sem o outro. Invejam-se e compiam-se mutuamente. Ninguém aceita ficar para trás. Um exemplo disso, saiu na edição de hoje de Zero Hora. Bastou o Grêmio confirmar a contratação de Roger para o Internacional imediatamente anunciar medida inspirada no novo reforço tricolor.

Segunda-feira, Janeiro 14, 2008

Meus Desejos, Samsung

Deixei meu recado na promoção “Meus Desejos, Samsung”. Aparece lá e vota no Grêmio. Quem vota, também concorre a prêmios. Basta acessar o saite - http://www.samsung.com.br/meusdesejos/ - e digitar a palavra-chave “Sanchotene” para aparecer o vídeo abaixo. Aí, é só clicar na imagem e seguir os passos indicados pelo próprio saite.

Confiança, gremista!

Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

Os Mussulmanos e o Ocidente

É só uma intuição, carece de profundidade de estudo, mas tenho (quase) certeza de que o maior problema no diálogo entre o Ocidente e os mussulmanos é que esses últimos temem a possibilidade de haver algo como um "Iluminismo Islâmico". Isso jamais seria permitido no mundo árabe, pois traria consigo, inevitavelmente, um abalo na fé e o crescimento do ateísmo; exatamente como houve no Ocidente. Assim, ao contrário do que se lê e ouve nos meios de comunicação, só seria possível um diálogo com os mussulmanos PELA FÉ, através dos cristãos. Seria um diálogo complicado e difícil, mas, ainda sim, seria algo distinto de um confronto. Tentar conversar com eles, mostrando os benefícios seculares alcançados pela sociedade ocidental, é só jogar mais álcool na fogueira. Não é possível pensar que Bush é odiado nos países árabes por ser religioso. É odiado, pelo contrário, por ser o maior representante do secularismo ocidental, o presidente dos Estados Unidos da América. Afinal, não se jogaram aviões no World Trade Center porque Bush foi eleito presidente.

A impressão que tenho é de o diálogo estar dificultado pelos fundamentalistas de um lado e pelos ateístas de outro. Os dois grupos cuja imagem é a única que o outro lado é capaz de enxergar. No meu entender, uma maior guinada à direita da América seria um passo importante para o processo de paz com o Oriente Médio. O sucesso das ações no Iraque, sendo exemplo de um convívio entre o Islamismo e a Democracia (mesmo que uma democarcia diversa da que se conhece no Ocidente), seria outro. Todavia, os conflitos internos entre os mussulmanos, como demonstram os acontecimentos no Paquistão, ainda provam que o caminho a percorrer é demasiado longo para que se tenha otimismo quanto a uma solução desse problema.

Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

Entende a saída de William do Grêmio

Eis a seqüência dos fatos:

1 - O Corinthians entrou em contato com o Grêmio demonstrando interesse no jogador;

2 - As direções entraram num acordo e o Grêmio autorizou que o Corinthians negociasse diretamente com o William;

3 - William aceitou a proposta do Corinthians.

Eu teria ficado com o zagueiro, mas, prudentemente, o Grêmio resolveu quitar uma dívida superior a R$6.000.000,00. Contudo, o que mais me espanta, é a correção no procedimento: ninguém atropelou ninguém; todas as partes se respeitaram; não houve aliciamento e nem quebra de contrato. Aliás, a negociação foi tão bem feita que os jornais não a conseguiram noticiar corretamente. Afinal, o William poderia ter, inclusive, rejeitado a proposta corintiana e permanecido na Azenha.